Não vou ficar sozinha, é em Baixio que eu me acho!

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Nem só de Costa de Sauípe, vive o homem. Rapaz, resolvi escrever, por que, última postagem, 24 de Dezembro, ninguém merece! Mesmo sendo um texto lindo, que dediquei a um casal de amigos Baú e Nim, mesmo sendo a Canção das mulheres, mas... Um mês no ar é dose. Esse blog já tava sem graça...

Devia ao menos fazer como Jânio, que em seu blog, outorgou-se férias intelectuais, juntou as malinhas e os e-mail e deu uma férias de digitação (e da política local tb). Mas eu não. Empaquei na canção das mulheres.

Mesmo que ninguém lei. Mesmo que ninguém visite, mesmo que eu esteja em mini férias, era necessário atualizar. Então resolvi falar da coisa que não me sai da cabeça nos últimos tempos: Baixio. Mais especificamente, Baixio de Esplanada. E é desse lugarejo repleto de paz, tranquilidade e magia, que vou começar o ano (atrasada) falando:

Situada na costa norte da Bahia, próxima a Entre Rios, Subaúma e Inhambupe, a Vila do Baixio está sendo redescoberta por viajantes e turistas. Ela integra a grande extensão de terras doadas pelo Império Português ao fidalgo Garcia D'Ávila, área que começava na foz do Rio Pojuca – hoje Praia do Forte, onde foi erguido e hoje está aberto à visitação, o Castelo Garcia D’Ávila, terminando no Estado do Maranhão. A Vila é uma antiga área indígena em cujo cemitério recentemente descoberto, são encontradas variedades de objetos cerâmicos. A população nativa vivia da pesca e da exploração da salina, que escoava a produção pelo mar, em barcas denominadas Ostralha e Belga.

Atualmente o Baixio é uma fazenda com um extenso coqueiral e 16 km de praia, da Barra do Rio Inhambupe até a Praia de Subaúma.. Na Vila, cerca de 1500 moradores contam hoje com serviço de infra-estrutura urbana. Há luz elétrica, telefone, transporte, mercado, posto médico, padaria, bares – entre eles o Bar das Folhas onde é possível encontrar mais de 150 tipos de cachaças em infusão, com solução para todos os males -, área pública de lazer e uma Igrejinha, bela pela sua simplicidade.

Mais que tudo isso, Baixio é o lugar mais gostoso da minha infância. è o lugar onde parace que o mundo se cala e fica só o barulho tranquilo de suas ondas, as ondas de seu mar aberto.

Baixio que me viu criança, menina, adolescente, mulher. Me viu feliz, madura, iludiada, fiel, esperançosa, preguiçosa, atrevida, arredia, bêbada, altinha, sóbria, grávida, parida, materna, sofrida. e hoje abre os braços para as novas gerações que cruzam seu lindo coqueiral de entrada passam pelo mangue em busca do litoral. Baixio de mar aberto. De braços abertos. Baixio de gente simples, acolhedora. Baixio do silencio, da tranquilidade, Baixio que me recebe louca e me devolve outra pra a arotina do meu viver. Baixio da Lagoa Azul, Baixio de Mamucabo, Baixio do meu coração... Baixio, que me devolve a calma e me devora a alma a saudade de não te ver. Baixio de seus amores. Só com muitos dissabores é capaz de alguém, pisar em suas areias e não se apaixonar.
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