A cadeira vazia

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Uma amiga me contou outro dia, uma história interessante. Contava que um dia há alguns anos, estava numa fase contemplativa e de autoconhecimento, e teve aqui na cidade um show de um cantor que ela adorava. O cantor estava em início de carreira, mas o show estava bem frequentado. Não estava lotada a platéia, havia alguns lugares vazios. Ela me contava com certa amargura que não conseguiu sequer uma amiga que pudesse acompanhá-la ao evento. E como estava sem namorado, resolveu ir só mesmo.
O teatro foi enchendo, e na plateia quase cheia, justamente ao seu lado, ficou um lugar vazio. E isso a incomodava. Pessoalmente, fiquei feliz de saber que eu não sou a única pessoa a me sentir rejeitada quando fica uma cadeira vazia ao meu lado. Dá uma tremenda sensação de vazio. Poxa, mas logo ao meu lado, ninguém quis sentar? Sei lá, chame de grilo, paranoia, mas que essas ideias me batem, me batem. Que bom que não sou eu que penso assim.
Ainda que triste, qual não foi sua surpresa quando durante o show, o cantor desceu do palco, com uma rosa nas mãos, e cantando em sua direção sentou-se na plateia justamente onde? No único lugar vazio que havia. Ao lado dela. Cantou pra ela. Deu a rosa a ela. Dedicou alguns minutos do show para ela. E isso a fez sentir-se especial.
Imediatamente, lembrei do que aconteceu numa viagem que fiz com um grupo de amigos. Meus amigos foram se instalando nos primeiros acentos do ônibus, e eu fui indo pro final, pro final. Parecia automático, as pessoas foram sentando e eu me senti impelida pra o fundão do ônibus. Lá avistei uma amiga, que estava sentada no acento do meio, dos cinco mais elevados que ficam no fundo do ônibus, fui e sentei ao lado dela. Só que o amigo que ia com ela, resolveu ir no outro ônibus e ela se desculpou e foi atrás dele. Eu fiquei com a quela sensação de: Poxa!Sobrei!
 E as pessoas vinham chegando e sentando mas o lugar ao meu lado permanecia vago. Pensamento de rejeição outra vez. O ônibus ia partir, o líder da excursão subiu a bordo, fez uma breve oração. E anunciou que iria conosco, ao lado do motorista.
Resolvi que não ia perder minha viagem por isso, saquei meu mp3, fones no ouvido, me encolhi na cadeira e me preparei pra a viagem. Procurei desencanar. Foi então que a pessoa que eu mais queria que se sentasse ali naquele lugar, o cara que todas queriam, "o rei sol", o astro do meu dia, veio andando em direção ao fundo do ônibus, e sentou-se ao meu lado, fomos conversando por todo o caminho, ele brincando com minhas mãos, fazendo carinhos, sussurrando besteiras, maior clima de romance. A viagem foi inesquecível. Brincou que na volta, à noite, não queria mais que aquele lugar fosse ocupado, pediu que eu guardasse seu lugar, pois já era dele, o lugar ao meu lado. Naquele momento, era tudo o que eu queria. A pessoa que eu mais queria, aquele que no momento era "o cara", ficou ali ida e volta ao meu lado. Como toda idealização, toda ilusão, não se sustenta por muito tempo e a fantasia acabou com a viagem, mas saí dali, mais que satisfeita com meu dia.
Me perguntei o que teria acontecido se minha amiga tivesse ficado sentada ao meu lado. Ele não teria tido a chance de sentar comigo, não teríamos nos divertido tanto.
Às vezes me aborreço, reclamo com Deus por não ter nesse momento alguém ao meu lado, pra ir ao cinema, pra trocar beijos carinhosos, pra me aninhar nos braços, pra trocar afeto. Me sinto só e rejeitada, como quando com aquela incômoda cadeira vazia ao meu lado.
Então pensei: Tem horas que a cadeira ao seu lado tem que estar vazia, pra que alguém especial possa chegar, sorrir e sentar.
By Cris Vaccarezza

Honestamente

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Tenho atentado para as relações de amor, assunto recorrente nesse blog. É que há coisas que não entram em minha mentalidade tacanha, e como tudo aquilo a que eu resisto, persiste, esse assunto não sai da minha cabeça até que eu o tenha equacionado totalmente.
Eu tenho percebido a insistente atenção masculina. Mais que algo lisonjeiro, essa atenção frequente às vezes se torna até ofensiva. Ninguém quer oferecer, trocar absolutamente nada, todos querem receber. Eles me cortejam da forma mais variada, mas a intenção é sempre a mesma: Sexo.
Deus, quantas vezes tenho que dizer, nada contra sexo, muito pelo contrário!   Mas só sexo, gente? Que vazio existencial!
Eu sou um SER humano, não sou uma parte. Levei 39 longos anos pra chegar aqui. Só nessa existência terrena.Vivi muito bem toda a minha vida, pensei, repensei, tive atitudes boas, outras nem tanto, estive em vários lugares, muitas experiências interessantes. Li Nietzsche, Neruda, Kafka, Jorge Amado, George Orwell, Tati Bernardi, Lya Luft, Jabor. Eu estudei filosofia, teologia, sociologia...Fiz psicanálise. Faço terapia pra me autoconhecer, sou logósofa, sou profissional liberal, independente, mãe. Sou uma mulher, sou um ser humano diverso, complexo. Por favor, não me reduzam a uma bunda!
Tô sim, tô magoada com seu descaso! E por seu não entenda apenas o seu próprio descaso, mas o descaso de todos vocês. E vocês são muitos, são todos vocês! Eu me casei com você pra que construíssemos juntos algo de bom. Pra que juntos pudéssemos ir mais longe, lado a lado, não pra ficar acordada até altas horas e fingir que não via a hora em que você se esgueirava pra a cama, dia após dia da semana. Eu fiz dança de salão pra encontrar uma parceiro. Como a dama e o cavalheiro, ser a tela pra a moldura que é você. Pra viver uma dessas cenas de musical com um astro como você. Uma cena de musical, entendeu? Não um filme erótico, ou pornô sei lá. Eu sou sua amiga, não sou um estepe pra a sua relação que não vai bem. Sou sua parceira em momento nenhum quis ser confundida com a sua mãe, não vou resolver os seus problemas pra você, posso ajudar, mas resolvê-los, só você pode. Eu passei horas batendo papo com você pra criar um vínculo, trocar afeto. Conhecimentos, momentos de lazer. Sinceramente, gostei do seu papo. Não pra ser nivelada por baixo com quem só tem mesmo bunda pra oferecer. Eu viajei, suplantei meus medos, quebrei paradigmas, pra ficar em seus braços, pra ter seus beijos, não pra ser apenas mais uma a ficar sob seus lençóis. Eu até acredito que por baixo dessa montanha de músculos, um dele seja o cardíaco e nele pulse alguma emoção. Mas nem por isso vou deixar que meu corpo aqueça o seu nesse banho tépido de que tanto fala.
Embora o tempo passe impiedosamente, eu acredito que sempre haverá sol. Sempre haverá um recomeço, e quem sabe algum dia eu encontre alguém que veja mais que o exterior. Eu não me acho o último biscoito do saco, mas também não sou mais uma. Ouvi de quatro homens diferentes essa semana a mesma frase: Você e especial! Sou especial? Então prova! Tenta ao menos me conhecer, arrisque-se a ganhar uma amiga ao invés de uma amante esporádica.
Mulher tem que ser degustada, como vinho, não engolida a grandes goles, feito água. Eu não quero mais um garoto em minha vida, por mais homem que ele pareça ser. E não me pergunte mais porque eu estou só! Não, eu não estou só porque eu quero. Ao contrário, estou só porque vocês não querem! E entre estar só e mal acompanhada, honestamente, nada contra estar só!
By Cris Vaccarezza

O outro na sua cama

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Tenho visto pela noite algumas mulheres literalmente se atirando para os homens, numa clara demonstração de que querem. Querem sim e estão cansadas de esperar. Querem agora, querem já! Penso no dor emocional que conduziu a todo esse descontrole. Na ansiedade que têm essas mulheres de se sentir amadas, e no vazio que resta depois.  Muitas, como eu, não se atiram claramente, têm um superego atuante, ou conscientemente evitam a bebida alcoólica, que anestesia qualquer superego. Mas se pudessem agarrariam o sujeito pela gola da camisa e o fariam seu. Note que eu não disse seriam sua, elas o fariam seu. Eles pensam que estão caçando, mas são elas que se atiram voluntariamente às armadilhas. Por outro lado, observando a reação masculina em sua vaidade, eu rio da sua prepotência de achar que só porque possuiu o corpo de uma mulher, dominou sua alma. Me divirto com a superficialidade e ingenuidade da alma masculina. Como podem ser tão bobos? Será que não percebem que já não precisa fazer muito esforço pra conseguir seus objetivos? Ou seriam os objetivos dela?
Jamais pararam pra pensar o que leva essa legião de mulheres a agir assim de maneira enlouquecida, aceitando ser a terceira, a quarta a ser beijada em uma noite, aceitando segundos de atenção de um homem que está cortejando todas ao mesmo tempo? O que leva uma mulher a aceitar ser invadida por um desconhecido em sua intimidade, de maneira tão mecânica?
O que leva um homem a ir pra a cama com uma mulher já se sabe: Desejo. Desejo de possuir, de dominar, de se sobrepor, de se autoafirmar, de sobressair, de aparecer, e essa série de sentimentos viris que fazem parte do universo masculino. Mas e a mulher? Vocês sabem o que leva uma mulher a ir pra a cama com um homem, principalmente casualmente? Os motivos são diversos, Mas, ao contrário do que você imagina, raramente é puro tesão por esse seu corpinho que você acha o máximo, ou porque seus beijos a levaram à loucura e foi irresistível, ou porque você é o verdadeiro garanhão, tem um papo irresistível (kkkkk). Claro que não. As mulheres vão pra a cama com um homem porque não querem perder o afeto dele, por que não querem estar sozinhas, por gratidão, por pena, e muito frequentemente, porque estão com raiva de outro homem. É verdade. Muitas mulheres vão pra a cama com um homem pra esquecer outro, se vingar dele ainda que ele não saiba disso. A desilusão é um motivo frequente pra muitas mulheres caírem em seus braços. E detalhe, quanto mais rápido ela se entrega, menos isso tem a ver com você, e sim com o que realmente importa: O outro. Quanto mais histericamente ela grita, mais tenta calar o coração que normalmente está pulsando em outro peito. Enquanto vocês traem uma outra mulher fisicamente, ela o trai de maneira ainda mais sutil. Enquanto você arrisca sua relação pra lhe satisfazer o corpo, é ao outro, o que está em seus pensamentos, ela entrega a alma . Enquanto pra vocês não há envolvimento emocional, é só carne, pra elas há envolvimento emocional sim. Mas como o outro, oculto na sua cama, não com você. Ou seja, na verdade, o maior medo do homem, o de ser traído, já ocorre no próprio ato sexual. Ela está com ele de corpo, raramente de alma. Pensam estar usando, mas são usados cada vez mais. Usados pra esquecer o outro.
Desculpem aí  a ferida narcísica que vou provocar agora, mas pensando bem, a falta da gentileza nos dias seguintes, a falta de um telefonema, de um botão de rosas, é até uma vingancinha bem merecida da parte de vocês, porque apesar de às vezes estarmos fisicamente com vocês, emocionalmente é como outra pessoa que nos encontramos; e era desse outro alguém e não de vocês que esperávamos o telefonema.
E nessas relações múltiplas dos últimos tempos, eu fico me perguntando quantos casais têm se deitado sobre fragmentos de corações destruídos. Quanto sentimento jogado fora...
By Cris Vaccarezza

Quem te quer, quem te ama?

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Antes, eu achava que alguém que me olhava com interesse, tinha todo potencial para príncipe encantado. Bastava ele sorrir que eu já o via belissimo, do alto de seu cavalo branco e alado, armadura em punho, pronto a me resgatar da torre do castelo. Arroubos de juventude... Na juventude, tude tem cores mais vivas. Com o passar dos anos, as vistas vão cansando. E não se por efeito da presbiopia, do astigmatismo, ou de excesso de quedas dos lombos dos cavalos alados desses príncipes encantados de meia tigela, passei a ver a vida de modo mais real.
Quem te olha, apenas te quer. Não pode ter tido a chance de te amar se nunca te conheceu. Quem flerta com você na rua, quem te conhece na balada,  quem te azara na academia, apenas te quer. Enquanto você vê aquele belo sorriso e nas palavras doces um futuro "eu te amo"; ele vê você apenas como um lobo faminto vislumbra sua caça. Enquanto você observa aquele sujeito cheio de pelos e de modos pouco educados, como alguém extremamente viril, que vai protegê-la e adorá-la, ele apenas retira mentalmente peça a peça, as suas roupas.
Não se iluda, quando ele te diz que quer  conhecê-la melhor, e você imagina que ele quer saber o que você gosta de fazer no sábado à noite, se prefere peixe ou frango, se gosta ou não da política financeira mundial; o que ele entende por "conhecer melhor" é a sua temperatura interna, e o seu, digamos "jogo de cintura", literalmente.
É triste, mas a maioria dos homens são seres bem primários, se contentam com o básico. Você os distrai facilmente com sexo, cerveja e futebol. Mas para distraí-los, não dá pra se entregar de cara, se não a brincadeira acaba. E ele parte pra outra. A ideia é similar à do burro que corre atrás da cenoura pendurada numa vara de pescar à sua frente. Simples assim, para chegar à cenoura, ele tem que se esforçar. Mover-se, fazer o que você quer. Se ele demontrar interesse na cenoura e vc simplesmente entregá-la de bandeja, que graça tem?
Quem te quer, apenas te deseja. Ele não quer te conhecer melhor no sentido subjetivo da coisa, ele não quer saber se você tem problemas ou não. Também não quer que você se preocupe com os problemas dele. Ele so te quer, só quer ter você. Não quer que voce seja nada, (além de gostosa é claro). O verbo é ter, não ser... Ter uma noite de sexo, ter prazer, ter novidades. Ser não, ser é outro papo.
Por mais mentiras que um homem te conte, ele só quer ter você. Não quer que você seja nada dele. Também não quer ser nada seu. Não quer ser seu amigo, não quer ser seu caso, ser seu ficante, muito menos seu namorado.
As  mulheres estão se equivocando justamente aí. E fazendo o jogo deles. Não se trata de se fazer de dificil. E difícil não é medido pelo número de vezes que você disse não a um convite pra ir para a cama, ou no tempo que demorou pra dizer sim. Ser difícil é mais. Ser difícil é sercomplexa, ser segura, ter opinião, não aceitar qualquer cantada idiota para não ficar sozinha. É preciso aprender a estar sozinha e em paz. Ser difícil é se dar valor. Pois se o outro não te valoriza porque não te conhece, se você se conhece, certamente se dá valor.  Só você sabe o custo emocional de suas escolhas.
Ser difícil é parar se usar essa desculpa de "bateu a química" para  se deixar levar por um papo pouco criativo que todo mundo já sabe onde vai dar. Naquela cena patética onde os dois recolhem suas roupas após uma transa nem sempre satisfatória para ela (apesar dos gritos e gemidos), onde ela suou sua escova e se esforçou para satisfazer um cafajeste que nem se deu ao trabalho de procurar saber onde ela mora, quais seus medos. Um homem desses pretende protegê-la? Aliás, você precisa mesmo ser protegida de que?
Isso é bem diferente da mulher que se sente atraída por um cara e apenas o deseja. Se o lance é só química, ótimo! Se você não vai encanar e esperar mais que uma noite de prazer, tudo bem. O que não vale é ter sexo casual e esperar ser lembrada num telefonema no dia seguinte. Sexo casual termina quando termina o prazer. Não espere mais que isso. Se você é feliz assim, que seja.
Sejamos honestas, nada contra sexo, muito pelo contrário. Sexo é muito bom. E quando há entrega total, cumplicidade, confiança, melhor ainda, aí sim dá pra ter prazer. Mas já que está fora de moda dizer que sexo é bom quando é feito com amor, sexo com amor, nos dias de hoje é utopia. Vamos dizer então que sexo bom é aquele feito com o mínimo de dignidade, e dignidade requer certa intimidade.
Sem falso moralismo, há sensação mais deprimente que aquele vazio que fica depois de ter ido pra a cama com um sujeito que você mal conhece? E que alí agora, bem olhado, nem era tão sexy assim?
Temos que parar de tentar ser a musa de um desconhecido, que, sexualmente satisfeito, emocionalmente vazio, fica também rapidamente entediado; com um sentimento misto de contentamento por ter vencido mais uma e desesperança por não ter encontrado ainda a mulher ideal.
Sim, eles também fantasiam a mulher ideal. Apenas não se dão tempo de conhecê-la.
Por Cris Vaccarezza

Eduardo e Mônica da vida real

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"E quem um dia irá dizer que não existe razão nas coisas feitas pelo coração, e quem irá dizer, que não existe razão?"
Eles pareciam um casal perfeito, apesar das diferenças. Aliás, pra ser sincera, as diferenças é que os tornava um casal perfeito. Feito Eduardo e Mônica, a diferença de idade era a primeira delas. Ela era mestre já, e ele começava a faculdade. Ela já tinha uma independência conquistada, uma carreira consolidada e uma certa estabilidade financeira. Ele, trabalhava pra se manter, enquanto gestava seus sonho recém conquistado de fazer uma faculdade pública. Mais que um batalhador, era um forte! E sabia que chegaria lá. Tinha também a beleza física, ela parecia uma boneca, de pequena estatura, do tipo mignon. Chamava a atenção por sua graciosidade. Ele era alto, magro, esguio, e tinha uma forma particular de olhar. Olhos pequenos, que contrastavam com uma visão de mundo alargada. Dizia ver a vida de um modo diferente. E via mesmo. Ele o via com os olhos do coração, e nisso eram parecidos, ainda que vissem o mundo com o coração, de formas diferentes.
Eram meus amigos, os dois. Nos conhecemos por causa da dança, e como dançava o alto rapaz. Destacava-se por sua forma cortês de dançar, de se dirigir às damas e de conduzi-las, com segurança e firmeza. Ela e eu, eramos apenas iniciadas, enquanto ele já era avançado em seu grau. Instruía até. E fomos nos aproximando, os três. Quando cheguei ao grupo, na verdade, percebi que já havia um certo clima entre eles. Mas algo não encaixava. Eu achava que alguém estava usado a lente errada e não percebia o quanto se completavam.
É incrível como certos tesouros se escondem bem embaixo do nosso nariz. E jamais os vemos, por que procuramos o formato errado, procuramos o objeto errado. Não damos valor ao que encontramos.
Espero que meus Eduardo e Mônica modernos superem o dilema de suas diferenças e cheguem bem a uma relação onde as semelhanças conduzem a um porto seguro a relação de afeto.
Que sejam felizes os meus dois amigos.
By Cris Vaccarezza

Trechos de uma conversa dessas de Msn

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Cris diz (17:57):
*Dudu
Cris diz (17:58):

*como é que se consegue um namorado sem amor hj em dia?
*Vou te explicar, antes que fique confuso
*Eu quero uma pessoa que seja parceiro antes de tudo
*Sei que vou pedir demais, mas se é pra perdir, ne?
      Cris         diz (17:59):
*Alguém que goste de ver filmes com pipoca,
*Curta dançar
*Que goste de bater altos papos olhando a lua
*Que se permita estar ao lado de alguém por estar
      Cris         diz (18:00):
*Que goste de cafuné, dar e receber
*Que curta beijo na boca, de preferência muito rs
*Alguém que adore andar de mãos dadas
      Cris         diz (18:01):
*Seja gentil, cortês, saiba falar, saiba ouvir
*saiba dar colo, pedir e receber colo também
*que cuide, se deixe cuidar
*Curta ficar num banho de banheira quentinho
*Repare que não pedi compromisso
      Cris         diz (18:02):
*Fidelidade é desejável, mas lealdade é imprescindível
*Queria alguém que se desse ao trabalho de me conhecer
*Quem sabe assim, ganhasse algo mais que uma amiga
      Cris         diz (18:09):
*Dudu? Dudu?
*... É triste! Até amigo foge quando o assunto é namoro! :(

By Cris Vaccarezza

Scorpio

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Gosto quando você entra no MSN. Mesmo que eu saiba que não vai me dizer nada. Mesmo que eu mesma saiba que não digitarei palavra.
Sinto você mais perto de mim. De alguma forma conectados.
Gosto de abrir sua janela no MSN. Mesmo calada... Quando a janela abre, por segundos em sua foto, seus olhos se tornam ainda mais azuis.
Estranha forma de fascínio. Aquele que se faz à distância. Fico hipnotizada por você. Hoje, menos que ontem, espero que ainda mais que amanhã.
Tento, tento muito disfarçar. Antes, meus olhos se moviam junto com seu corpo por todos os lugares. Chegava a ser ridículo.
Desde que você me deu aquele presente de aniversário, a razão meio que voltou ao eixo. Foi o melhor beijo que já ganhei de presente, pois foi de surpresa. E eu sonhava com seu beijo. Não esperava, mas sonhava. Foi a surpresa mais combinada do mundo. Mas ainda assim, não era esperada.
Depois disso, você quis mais, disse que queria mais. Eu também quero. Mas, agora sei que o beijo é o limite da sanidade. Dali em diante, se eu prosseguir, será por minha conta e risco. Estarei entrando no seu território fatal. Me permitindo ser picada pelo suave e letal veneno do escorpião que sinto caminhando ainda agora por meu corpo. Me fazendo sentir dividida entre a entrega e a razão.
Pior é que eu sinto que você tem muito mais a revelar por trás desses olhos safira. Um quê de não contar, por trás do exibir. Um dom de ilusionista, de conduzir a atenção pra um lado pra esconder o truque que se processa do outro.
Você tem uma alma profunda, muito mais do que deseja aparentar sob essa capa sensual. Sua alma tem cortes profundos, que você insiste em fazer parecer superficiais.
Doce, meu doce e belo rapaz. Como é difícil te ver assim, dançando com meus sonhos sem nada fazer. Ansiando pelo fogo que torna pleno, mas desconstrói. Sei que bastava um sim, e você estaria aqui, realizando meu sonho. Mas o tempo, esse algoz que não pára quando sentimos prazer, traria o sabor amargo no final. Tornaria superficial, meu desejo mais profundo.
By Cris Vaccarezza

VOCÊs

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Escrevo pra você, mas você não lê, e como não lê, me sinto à vontade pra escrever.
Aqui posso ser eu de várias maneiras, exercer o meu diversificar, pois sei que você jamais vai saber.
Posso gritar, chorar, enlouquecer, arrancar os cabelos, antes de penteá-los novamente, comportadinhos pra você.
Mas você não vê. Não vê que as coisas que escrevo são para você.
Aliás você também é tão vago, personifica aquele que machuca, aquilo que faz doer; Não necessariamente uma cédula de identidade em si.
Você é tanta gente...E eu também, sou tanta gente em uma só mulher, que já não sei onde começa a infidelidade e inicia-se a deslealdade.
Você não sabe de mulher. Acha que conhece tudo de mulher. Nunca começou a conhecer.
Nem imagina o que flui na imaginação de uma mulher. Nem imagina o quanto vale uma lágrima.
Só se aprende na prática. Tudo tem seu tempo.
Você também vai aprender. E creia, será um doce aprendizado.
By Cris Vaccarezza

Amar, amor!

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Ela buscava o cara certo. Quem não busca? E sentia que merecia, queria muito seguir sua vida. Tocar em frente. Já experimentara batalhas demais. Hora de aquietar o coração, colocá-lo à sombra, estender uma toalha quadriculada no gramado e fazer um piquenique com o amor, com o  amado, por que não?
O amor são breves piqueniques  Não há mais longos e entediantes jantares, almoços tensos e intermináveis. Não, o amor tem que ser frugal como um piquenique. Sem hora pra começar, sem prazo pra terminar. Na hora que deu, cansou, encheu, recolhem-se os talheres usados, a toalha amarrotada, tudo de volta na cesta e partamos saciados pra outras estações.
O amor não tem que ser enfadonho. Não tem que ser pra sempre. Pode até ser, mas não TEM que. O amor é como um vento no litoral, sopra onde quer. Exige respeito ao sentimento do outro, mas não impõe grilhões. Conversar é a chave de todas as algemas.
Não ha porque temer o amor. Amar, é antes de tudo, deixar o outro livre, até para estar com você. Ou não... Amar é verbo intransitivo.
Deve-se amar a todos indistintamente, sem fronteiras. Esperar amor é que é o erro.
E agora, frente ao notebook, o trabalho em pilhas, e ela sô pensava em amar...
Por Cris Vaccarezza

Bom dia, sol !

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Bom dia, sol da manhã!
Ao acordar, dispersa, ainda sinto falta de dar bom dia. Separação tem disso, faz falta a tal da costela. Um beijinho breve, um abracinho e vamos lá, o dia nos espera...
 Acordar sozinha é sem graça. Mesmo em lençóis de cetim.
Então, que o bom dia seja pro sol. Sinta-se beijado!
Sigo amando, amando muito, cada dia mais. Pois, como dizia Drummond, a amar, só se aprende amando.
Te amo, Caio!  Te amo pela mais completa compatibilidade de ideias. Caio, que apareceu do nada, despretensiosamente floresceu, conquistou, brilha!
E é impossível em cada momentinho vadio do meu dia, não pensar em você. E eu te busco, busco sua página, busco suas palavras pra não me sentir só. Suas palavras contagiam, ecoam em muitos corações, se multiplicam.
Já que o físico me falta, busco o ausente, o rarefeito, o espiritual. Me sinto aninhada em seus pensamentos, como num abraço do próprio sol. Aquecida. Por você que parece ter vivido a minha vida, e precedê-la antes de mim. Como em universos paralelos, pra mim suas palavras são tão ternas, que parecem lidas de mim.
Sei que não estás mais aqui, mas suas palavras ficarão pra sempre. Sua poesia vai ficar, será seu legado.
Um sofrido legado, de quem não tinha o menor medo de aprender a amar!
Esse é o grande prazer de escrever. Eternizar-se em frases que nunca morrerão. E ainda assim, ausente, se faz pelo pensamento cada dia mais presente, Caio Fernando Abreu!
By Cris Vaccarezza
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